quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Fórum dos Jovens por ocasião do 33 incontro internacional "Paz sem Fronteiras" Madrid2019


Jovens de 15 a 25 anos reuniram em Madrid para dialogar sobre os desafios actuais e como a juventude pode plantar sementes de solidariedade em suas cidades e bairros. O encontro contará com testemunhos de participantes do 33 encontro internacional pela paz que estão trabalhando pela paz em seus respectivos países e cidades bem como momentos de convivência e festa.

Madrid acolhe de 15 a 17 de setembro 2019 a próxima etapa do "Espirito de Assis" sob o lema "Paz sem Fronteiras. Religiões e culturas em diálogo"






Em Outubro de 1986 o Papa João Paulo II convocou, em Assis, uma oração inter-religiosa pela paz. Responderam ao seu convite representantes das principais religiões do mundo e de todas as confissões cristãs. Foi a primeira vez que homens de todas as “crenças” lançavam ao mundo, unidos, um apelo comum à paz. A intuição do Papa foi simples e profunda: reunir os crentes de todas as religiões mundiais na cidade de São Francisco, pondo o acento sobre a oração pela paz, um ao lado do outro, diante do horror da guerra. Na conclusão do encontro de oração o Papa disse: “continuemos a difundir a mensagem da paz e a viver o espírito de Assis”.

Encontro de Assis

Andrea Riccardi (Fundador da comunidade de Sant´Egídio) sentiu-se profundamente interpelado por aquele chamamento e propôs continuar o caminho traçado pelo encontro de Assis. Desde então – era o 1987- através de uma rede de amizade com representantes de todas a “fés” e culturas do mundo, a comunidade de Sant´Egídio continuou a promover uma peregrinação de paz com paragens, cada ano, em diversas cidades da Europa e do mediterrâneo. Com efeito, a partir daquela ideia surgiu um percurso de diálogo que, com o passar do tempo, revelou a sua extraordinária profundeza espiritual. Seguindo o caminho indicado pelo “espirito de Assis” as grandes religiões do mundo, junto com a comunidade, continuam a buscar um caminho juntos, levantando o olhar e dirigindo-o para o mundo e para os sofrimentos da humanidade do nosso tempo. Esta peregrinação sempre foi caracterizada por um profundo respeito pela diversidade cultural e religiosa do outro, mas também, animado pelo desejo do diálogo mútuo, na paciência, numa via de amizade e compreensão recíproca.


As religiões e a paz

Estes encontros anuais são caracterizados por um diálogo de teor cultural e religioso sobre diversos temas da actualidade que tocam directamente o problema do relacionamento entre as religiões e a paz. O momento da própria oração tem lugar, pois, no fim de alguns dias de intensos debates. Nisto, pode-se encontrar a implementação daquele “método de Sant´Egídio” fundado sobre o diálogo entre pessoas diferentes, em busca de razoes de entendimento e encontro comum. Sem confusão. Mas também sem intolerância e separações, naquela liberdade própria do diálogo, cada um pode descobrir novamente a raiz de paz que reside no profundo das crenças. Isto tudo contribuiu para a construção de um ambiente de profunda amizade ente os participantes. Assim, ano após ano, os homens da religião que tomaram parte assiduamente nestes encontros, constituíram um grupo de pessoas amigas que, apesar das diferenças, se deram a um objectivo comum, mormente, testemunhar o desejo de paz das religiões. Neste sentido, muçulmanos, judeus, budistas, hindus, cristãos de todas as confissões, embora divididos sobre muitas outras questões, se encontram, cada ano, sentados uns ao lado dos outros, exprimindo uma autêntica vontade de paz.


Rumo a visita do Papa a Moçambique. Um artigo de Marco Impagliazzo


Com a sua segunda viagem à África, após a de Novembro de 2015, com a escolha de abrir o Jubileu da Misericórdia em Bangui, na República Centro-Africana, o Papa Francisco confirma o seu grande amor por este continente.

Um sentimento claramente expresso ao regressar da primeira visita: "Eu amo a África - disse ele no avião - porque foi vítima de exploração" sofrida ao longo dos séculos. E no passado mês de Maio, após o anúncio da sua nova viagem a Moçambique, Madagáscar e Maurícias, também identificou nos conflitos étnicos os maiores obstáculos a enfrentar, convidando a Igreja a ser "fermento de unidade entre os povos" e "sinal de esperança". Esta é a primeira emergência africana junto com a educação, para uma população composta principalmente por jovens em idade escolar.

Em Moçambique, antiga colónia portuguesa, o Papa vai encontrar um país profundamente mudado desde o período dramático da guerra civil dos anos 80: hoje é uma nação mais rica, que olha para o futuro graças à paz alcançada em Roma depois de 27 meses de negociações em Sant'Egidio, de Julho de 1990 a 4 de Outubro de 1992. Um acordo alcançado com um método que continuámos a seguir para todas as outras mediações realizadas e que ainda consideramos actual: escutar as razões e as injustiças sofridas pelas partes em conflito, acompanhando-as pacientemente para transformar o "inimigo" a ser combatido militarmente em "opositor" político e oferecendo a garantia e a confidencialidade de um sujeito cristão, como Sant'Egidio, que não tem outros interesses senão a paz.

Sentimos isso como um dever para com um país empobrecido pela guerra, que deveria ter sido ajudado do mesmo modo com que ajudamos os pobres nas periferias deste mundo. Mas os povos que saem de uma guerra devem também ser apoiados no seu desenvolvimento em diferentes níveis. O Papa, em Setembro em Maputo, capital do país, também visitará o Centro Dream de Zimpeto, onde a Comunidade, presente hoje em todas as Províncias do país com milhares de jovens e adultos, escolheu tratar os doentes com SIDA, um praga que afectou particularmente esta parte da África. E certamente Francisco também pensará nas vítimas do Ciclone Idai, que atingiu a Beira em Março passado, uma cidade que a comunidade internacional não deve esquecer e que deve ajudar a ressuscitar.
 [Marco Impagliazzo]

Dream é a iniciativa da Comunidade de Sant´Egidio em alguns países da Africa


O Programa DREAM adoptou uma abordagem inovadora para assegurar os máximos resultados com um custo mínimo. Um sistema ligeiro baseado em pequenos centros de saúde espalhados pelos países, para alcançar também as áreas rurais e ir ao encontro de pacientes que, muitas vezes, têm problemas económicos e de transporte.
Deste modo, o sistema procura satisfazer as necessidades dos pacientes, através daquela abordagem holística que é essencial no contexto africano e que assegura elevadas taxas de retenção.
Além disso, todos os pacientes do programa participam em cursos de educação à saúde que ensinam a gerir muitos aspectos da vida.

O fundamento da inicativa DREAM é a gratuidade do serviço: todos podem aceder porque os tratamentos, os procedimentos de assistência e o diagnóstico são completamente gratuitos. A gratuidade impõe-se por um motivo de equidade e de justiça, mas também porque é um segredo do elevadíssimo grau de adesão, hoje considerado como o verdadeiro diferencial de sucesso da terapia.

Movimento Jovens Pela Paz lança, “livreto juvenil” com partilhas a partir do olhar de 20 jovens que responderam ao desafio no intuito de assinalar o XX Dia Internacional da Juventude que se celebrou a 12 de agosto


Enquadrado nas celebrações do dia internacional da juventude, o Movimento Jovens Pela Paz lança, “livreto juvenil” com partilhas a partir do olhar de 20 jovens que responderam ao desafio no intuito de assinalar o XX Dia Internacional da Juventude que se celebrou a 12 de agosto. 



O Movimento Jovens pela Paz desafiou 20 jovens para expressar sobre a juventude. As respostas deram lugar a um pequeno livreto juvenil em que as ideias essências serão apresentadas tarde desta quarta-feira 14 de agosto as 18h30mn no encontro habitual Cultiva Paz sempre, a ter lugar no espaço aberto Safende.
O objetivo deste livreto é, ouvir os jovens e propô-los a se escutarem. Propor ainda uma leitura agradável e familiar aos jovens numa sociedade que tem pouco hábito de leitura.

Portanto, o acesso a formação (42%), a liberdade (15%), e a possibilidade de alcançar a excelência (12%), foram identificados como as três grandes oportunidades que os jovens têm hoje segundo os participantes.


 Os jovens apontaram como os top 03 desafios: o desemprego (46%), o álcool e outras drogas (14%), o desafio de “agradar os outros” (11%). 



 Questionados sobre o que lhes faltam para se sentirem realizados, os jovens apontaram; o emprego (28%), continuar/concluir os estudos (38%) e casar/formar família (14%) como aspetos que constituem os seus desejos de realização.  


O DIJ foi criado, originalmente, através da resolução 54/120, por iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU), em 1999, como consequência da Conferência Mundial dos Ministros Responsáveis pelos Jovens, em Lisboa, Portugal. 
O principal objetivo desta data é focar na educação e conscientização dos jovens sobre a responsabilidade que assumem como representantes do futuro do planeta. 

“Jovens pela Paz - JxP”, é um movimento mundial de jovens que nasceu no seio da comunidade de Sant´Egídio que é um movimento internacional muito conhecido na promoção da paz e mediação de conflitos e cultura de encontros e fraternidade. 

São jovens que frequentaram a escola da paz e ou são amigos e que estando em idade jovem sentiram também o dever de colaborar na promoção da cultura vida e de paz, tão necessários a nossa sociedade. A abordagem é através da metodologia Ver, Sonhar e Agir. 

A Comunidade de Sant'Egídio, Associação Internacional Pública de Leigos reconhecida pela Santa Sé e por várias organizações internacionais, incluindo as Nações Unidas e a União Africano, está presente em 73 países do mundo com a participação ativa de mais de 60 mil pessoas e a colaboração de milhares de voluntários. As suas fronteiras são, em qualquer lado, a comunicação do Evangelho, a solidariedade com os pobres e a construção da paz. Os membros da comunidade de Sant´Egidio são conhecidos pela seriedade com que levam o trabalho pela paz através da amizade com os mais pobres da sociedade.

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Parlamento universal dos jovens: tomar decisões juntos como caminho para a paz



No ultimo 3 de agosto, o Parlamento Universal da Juventude (PUG - Parlamento Universale della Gioventù) apresentou à Universidade de Salamanca, Espanha, o “Manifesto final” , que teve como principal objetivo e fio condutor, aprender a dialogar e tomar decisões juntos como caminho para a paz.
Cidade do Vaticano
Este manifesto foi o resultado do trabalho de três mil jovens "parlamentares" de 31 países, de diferentes tradições e confissões religiosas, que se reuniram durante uma semana em um ambiente rico e multicultural, graças também à presença de jovens de nacionalidade indígena andina e amazônica.
Construção da Paz

A comunhão contra o individualismo, a diversidade contra a uniformidade, a crise como oportunidade e a abertura à transcendência são, segundo o manifesto, algumas das bases para a construção de uma paz duradoura através da tomada de decisões em qualquer sector vital.



Comparando a paz a um edifício em construção, os jovens dizem que seus pilares, entre outros, são a prioridade dos processos imediatos, a riqueza da diversidade, o bem comum e a ajuda mútua. Tudo isto como condição necessária para que as decisões conjuntas resultem de relações e diálogos em torno da paz.
Técnica, ciência e paz

O Presidente da Fundação Fernando Rielo e os Missionários de Identes, padre Jesús Fernández, enviaram uma mensagem aos jovens reunidos em Salamanca, onde sublinham que o progresso científico e técnico não garante por si só a paz, mesmo que isso não seja possível sem ela; mas o que é necessário é atenção ao outro e o cuidado com planeta.

Padre Fernández, que cita Fernando Rielo, acrescentou: "Devemos saber que o amor é o motor da história, da ciência, da família e da paz".
Família e sociedade

Marta Simoncelli, coordenadora da Península Ibérica de Scolas Occurrentes, também afirmou que fóruns como este em Salamanca são expressões máximas de uma educação que inclui a família e a sociedade como um todo, sem a qual a paz não é possível. Simoncelli também explicou o fato de que o Manifesto visa construir pontes e difundir a cultura do encontro.

Humanismo das Bem-aventuranças

O bispo da diocese de Salamanca, Dom Carlos López Hernández, destacou a profundidade do Manifesto, porque indo além do aspecto sociológico e político, "reflete o humanismo das Bem-aventuranças, lembrando que o humanismo de Cristo é válido para todos os seres humanos".

Por isso, encorajou os jovens a não esquecerem que só através da paz interior, dom pascal e fruto da reconciliação que Cristo nos traz, é possível transmitir e construir a paz.

Depois da assinatura solene do Manifesto por todos os jovens, foi anunciado que a edição de 2021 será realizada em Quito (Equador) com o tema "Liberdade de pensamento, expressão e redes de comunicação".
Edições anteriores

As edições anteriores do Parlamento Universal da Juventude tiveram lugar em Roma (2009), na ONU em Nova Iorque (2010), na Universidade Humboldt em Berlim (2014) e em Pequim (2017).

Esta quinta sessão internacional foi organizada com a colaboração da Pontifícia Universidade de Salamanca, da Universidade Técnica Particular de Loja (Equador), da Pontifícia Universidade Católica do Equador (Ibarra e Santo Domingo), da Blanquerna-Universidade Ramón Llull, da Universidade Católica de Murcia e da Universidade "Francisco de Vitoria" de Madrid.

Fonte
Vatican News

“Construir a Paz”, tema do Parlamento Universal da Juventude em Salamanca



Um dos objetivos principais do Parlamento é a promoção da paz como condição para uma nova civilização, com base na comunhão e na fraternidade.

Com o tema “Construir a Paz”, a Pontifícia Universidade de Salamanca, Espanha, promove de 28 de julho a 4 de agosto, o Parlamento Universal da Juventude, que reúne 120 jovens, representantes de 22 países da América, África, Ásia e Europa.
Como viver e pela paz? Como dialogar? Como tomar decisões comuns? Estas e outras questões serão submetidas à avaliação de milhares de jovens, que estarão conectados com este fórum, agora em sessão mundial.

O Parlamento Universal da Juventude (PUJ) foi criado por Fernando Rielo, em 1981, como Fórum permanente de diálogo, onde jovens de todo o mundo e de diferentes culturas e religiões, fazem propostas sobre questões cruciais da convivência humana e social.

Um dos objetivos principais do Parlamento é a promoção da paz como condição para uma nova civilização, com base na comunhão e na fraternidade.

Os trabalhos do Parlamento Universal da Juventude serão inaugurados oficialmente na segunda-feira (29/7), no Salão Nobre da Pontifícia Universidade de Salamanca, com conferências de diversas personalidades, seguidas de sessões de treinamento.

Durante a semana, os parlamentares participarão das diferentes comissões plenárias, nas quais apresentarão propostas de seus respetivos países para um trabalho de síntese, que se concluirá com um documento final, com as resoluções 30 de jovens de várias nacionalidades.

As edições anteriores do Parlamento Universal da Juventude tiveram lugar em Roma (2009), na ONU, Nova York (2010), em Berlim (2014), em Pequim (2017) e, agora, em Salamanca, Espanha, para a sua V Sessão Internacional.

Fonte
Vatican News