sábado, 16 de setembro de 2017

Em imagens cartazes da caminhada "Os direitos humanos não vão de férias"

Desde 12 de Agosto, foram realizadas sessões na zona Balnear da Prainha, no Mercado do Sucupira, no bairro de Achada Grande Trás, em autocarros da Cidade da Praia, no Palácio do Governo, no bairro do Palmarejo Grande e em Ponta d’Água. E o encerramento rua pedonal e palácio Ildo Lobo.







"Caminhos de paz": Contra o terrorismo educar e envolver os jovens

Entre os numerosos temas do Congresso "Caminhos de Paz" organizado por Sant'Egidio em Münster, há também o terrorismo. Frédéric Van Leeuw, procurador federal da Bélgica, que investigou nos ataques terroristas em Bruxelas, que envolveram alguns jovens jihadistas, afirmou: "È preciso compreender que estes são jovens que vêem de nossa casa: um ano antes de realizar os ataques na Catalunha , alguns deles participaram das manifestações contra o terrorismo. A repressão por si sozinha não serve para nada e a marginalização é pior: os jovens precisam ser educados e envolvidos". Para Tarek Mitri, ex-ministro da Cultura do Líbano, "não são os valores tradicionais que levam os jovens à violência, mas o facto de os terem perdido e não encontraram nada para substituí-los". "Nos nossos países, muitos exploraram a vitimismo das pessoas - concluiu ele - sem oferecer alternativas ao medo e à incerteza, exceto a brutalidade e a violência". No debate intrveio também a socióloga da polóniao Aleksandra Kania, histórica colaboradora de Zygmunt Bauman, que comentou: "É errado e ineficaz lidar com o terrorismo, infligindo terror e violência por nossa vez. Devemos acreditar que é possível superar a lógica do terror enfrentando as causas profundas e sociais: a frustração dos jovens radicalizados nasce da diferença entre o que eles têm e o que eles pensam de merecer".

Caminhos de Paz 2017 - Abertura

O encontro internacional "Caminhos de Paz", promovido pela Comunidade de Sant'Egidio no "espírito de Assis", começou em Münster. O grande salão do Messe und Congress Centrum começou a encher-se com centenas de representantes das religiões, do mundo da cultura e das instituições de todos os continentes. O encontro foi acompanhado por uma significativa participação popular de toda a Europa: além dos 2.500 participantes no centro de congressos vieram de toda a Europa, numerosos grupos de jovens e adultos para seguir o que é o evento de paz de 2017 mais participado.
Às 16 horas, chegou a Chanceler alemã Angela Merkel, recebida pelo fundador da Comunidade de Sant'Egidio, Andrea Riccardi e as autoridades locais. Após um breve encontro com algumas das personalidades que participam do encontro, incluindo o presidente do Níger, Mahamadou Issoufou, e o grande Imã de Al-Azhar Al-Tayyeb, a assembléia de abertura iniciou.

Entre os oradores previstos do programa, além das personalidades acima mencionadas, o presidente do Parlamento Europeu Antonio Tajani, o ambientalista Jeffrey Sachs, o patriarca ortodoxo grego de Antioquia e todo o Oriente, João X, o rabino de Frankfurt Avichai Apel, o presidente do Budismo Rissho Kosei Kai e Alba Ruiz de Andrés, do Movimento Jovem pela Paz de Barcelona, que deu seu testemunho. Também foi lida a mensagem enviada pelo Papa Francisco aos participantes do encontro internacional. Há um ano, Bergoglio participou do mesmo tipo de encontro em Assis para o trigésimo aniversário do grande Dia Mundial pela Paz promovido em 1986 por João Paulo II e repetido todos os anos em várias cidades européias pela Comunidade de Sant’Egidio.

Abrir 'Caminhos de Paz' num mundo marcado por demasiados conflitos: Lançado o encontro Internacional Paths of Peace

"Há guerras que duram desde demasiado tempo, como aquelas em curso na Síria e no Iraque. Mas também conflitos de baixa intensidade, muitos na África e em outros lugares. Para não mencionar o terrorismo e violência generalizada que enfrentam muitos países latino-americanos. É necessário enviar uma forte mensagem ao mundo. Fá-lo-emos a partir do coração da Europa que, mesmo na crise da solidariedade, deve reencontrar na construção da paz o seu alicerce". Assim disse o presidente da Comunidade de Sant'Egidio, Marco Impagliazzo, durante o lançamento de "Caminhos da Paz" - "Paths of Peace", o encontro internacional no "espírito de Assis", que terá lugar de 10 a 12 de Setembro na Alemanha, nas cidades de Münster e Osnabrück.

Este encontro será, explicou Impagliazzo, o "primeiro grande evento internacional pela paz de 2017", num mundo cada vez mais marcado pelos conflitos: "Temos de relançar o tema, também a nível popular". Além da presença de centenas de proeminentes representantes das religiões (cristãos, judeus, muçulmanos, budistas e outras religiões asiáticas), de autoridades institucionais e do mundo da cultura, está prevista na Alemanha uma ampla participação popular, com muitos jovens de toda a Europa, em apoio ao encontro, promovido, como todos os anos, pela Comunidade de Sant'Egidio após o dia histórico de Oração pela Paz de Assis, desejado por João Paulo II em 1986.

"As religiões - continuou Impagliazzo - aumentam as paixões e as emoções e podem também ser manipuladas. Mas se dirigidas para a paz e o diálogo devolvem uma alma a países e continentes em crise e divididos em si. As religiões, na verdade, se corretamente interpretadas, são o oposto do racismo, porque elas não colocam no cerne um grupo étnico ou uma raça, e o oposto do classismo, porque lutam pela igualdade, para além de promover a unidade do género humano como universal. Elas também são úteis para abranger a globalização a partir do baixo, para compreender as mudanças que ocorrem nas nossas sociedades".

O encontro "Caminhos da Paz" contará com a participação da Chanceler Angela Merkel, do Grande Imã de Al-Azhar Al-Tayyeb (máxima autoridade do Islão sunita, que recentemente acolheu o Papa Francisco no Cairo), do presidente do Níger Mahamadou Issoufou (Chefe de Estado de um país onde passa o grande fluxo de migrantes que vão para o Norte e estratégico para a luta contra o terrorismo). Mas também haverá, entre outros: Antonio Tajani, Presidente do Parlamento Europeu, João X, patriarca ortodoxo grego de Antioquia e de todo o Oriente (de Damasco), o Diretor do Rabinato Chefe de Israel Moshe Dagan; o Cardeal Ernest Simoni de Albânia; Padre José Alejandro Solalinde do México, o Cardeal Dieudonné Nzapalainga (República Centro-Africana), o Rabino Chefe da Turquia Isak Haleve, o representante dos Rohingya da Birmânia, Al-Haj U Aye Lwin, o Reverendo Munib Younan, Presidente da Federação Luterana Mundial; o Cardeal John Olorunfemi Onaiyekan e o Sultano Al Hajji Muhammad Sa'ad Abubakar III da Nigéria; o Grande Imam da mesquita de Lahore (Paquistão) Muhammad Abdul Khabir Azad, e muitos representantes das religiões orientai.

Entre os temas das muitas mesas redondas programadas, a não-violência, o desarmamento, a migração, o direito à saúde, a corrupção e a justiça social. São previstos também focos sobre alguns países como a Síria, Iraque e Tunísia com a participação de algumas testemunhas.

Marco Impagliazzo: "Será o evento pela paz mais importante do ano, uma forte mensagem contra a guerra, as divisões e os muros para devolver uma alma a países e continentes em crise"

O encontro internacional no "espírito de Assis", que teve lugar de 10 a 12 de Setembro na Alemanha, nas cidades de Münster e Osnabrück., foi o "primeiro grande evento internacional pela paz de 2017", num mundo cada vez mais marcado pelos conflitos: "Temos de relançar o tema, também a nível popular". Além da presença de centenas de proeminentes representantes das religiões (cristãos, judeus, muçulmanos, budistas e outras religiões asiáticas), de autoridades institucionais e do mundo da cultura, está prevista na Alemanha uma ampla participação popular, com muitos jovens de toda a Europa, em apoio ao encontro, promovido, como todos os anos, pela Comunidade de Sant'Egidio após o dia histórico de Oração pela Paz de Assis, desejado por João Paulo II em 1986.

Em Barcelona de 25 a 27 de Agosto de2017, três dias de encontros, reflexões, trocas, visitas e amizade, sobre o tema “More Youth, More Peace” (Mais jovens, mais paz).


É  o VII Encontro Internacional dos Jovens pela Paz Europeus  (movimento de jovens da Comunidade de Sant'Egidio em vários países europeus e de outros continentes), depois de Assis, Cracóvia, Roma, Berlim, Antuérpia e Paris. O encontro anual dos Jovens pela Paz Europeus começou há seis anos. Organizado pela Comunidade de Sant'Egidio, tornou-se cada vez mais uma referência para muitos jovens alunos e estudantes. Este ano terá a participação de mais de 500 jovens, estarão presentes também Marco Impagliazzo, presidente da Comunidade de Sant'Egidio, e a vice-presidente Hilde Kieboom.

O encontro dos Jovens pela Paz ocorre apenas alguns dias após o terrível ataque que atingiu Barcelona. Para construir um futuro de paz com esperança é preciso "More Youth, More Peace". O encontroo será um espaço para viver com esta visão de paz. Os Jovens pela Paz Eurepeus, juntamente com os outros pares de diferentes continentes, expressam a força de paz que brota da solidariedade com os pobres, a alegria de viver juntos, a amizade entre gerações e o acolhimento para com refugiados.

Durante o Encontro Internacional Internacional os Jovens pela Paz depositarão flores e lerão um manifesto pela paz em memória das vítimas de Barcelona e Cambrils, na sexta-feira 25 de Agosto às 18:30, na Rambla (a confluência de Rambla e C. Hospital), e sábado, 26 de agosto, participarão na grande manifestação progrmada em Barcellona.

Ao longo do ano e em toda a Europa, centenas de estudantes de escolas e universidades estão engajados com a Comunidade de Sant'Egidio ao lado dos pobres, na Escola da Paz para as crianças dos bairros mais desfavorecidos, com os idosos, ajudando as pessoas sem rigo e no acolhimento aos refugiados. Através da amizade com os pobres descobriram a importância da solidariedade com todos para construir a paz.

"More Youth, More peace"

A Comunidade de Sant’Egídio organizou o encontro europeu de jovens com o tema «More Youth, More Peace» («Mais Jovens, Mais Paz»), entre 25 a 27 de agosto, em Barcelona. 

“Não queremos cair nas dificuldades, mas nas mãos, nas mentes e nos corações que fluem onde alguém precisa de ajuda e amizade, acreditando que ser jovem ajudando é lindo e divertido”, explica a organização.
O Movimento Internacional Jovens pela Paz, da Comunidade de Sant’Egídio, realça que precisam ajudar mas também de “viver ao serviço dos pobres” porque “preenche o dia e muda o mundo”.
“Os jovens europeus pela paz, ao lado de outros povos de diferentes continentes, expressam a força da paz que decorre da solidariedade com os pobres, a alegria de convivência, a amizade entre gerações e acolhimento aos refugiados”, informa acomunidade.
A cidade de Barcelona, que sofreu um atentado terrorista na semana passada, vai receber a sétima edição do encontro europeu de jovens entre esta sexta-feira e domingo (25 a 27 de agosto), com jovens dos 15 a 30 anos.
São esperados “mais de 500 jovens” incluindo a presença do presidente da Comunidade de Sant’Egídio e do vice-presidente, respetivamente Marco Impagliazzo e Hilde Kieboom.
Do programa de «More Youth, More Peace» constam conferências, reuniões e testemunhos, festas, visitas e serviços aos pobres, orações, uma marcha pela paz março “e muito mais”.
Esta sexta-feira, às 18h00 (menos uma hora em Lisboa) vão estar na Rambla (cruzamento entre Rambla e C. Hospital) a recordar as vítimas do atentado terrorista da semana passada em Barcelona e Cambrils como flores e cartazes sobre a paz. Já no sábado participam “numa grande comemoração programada em Barcelona”.
As edições anteriores do encontro europeu de jovens pela paz realizaram-se em Assis, Auschwitz, Roma, Antuérpia, Berlim, Paris, em 2016 e agora vão “reafirmar” o “compromisso de difundir uma cultura de paz e convivência na Europa” em Barcelona.
O Movimento Internacional Jovens pela Paz, da Comunidade de Sant’Egídio, desenvolve ações nas periferias do mundo para “a educação infantil” para a paz, “a felicidade dos idosos” e “a esperança de uma vida diferente para quem vive na rua.
A Comunidade de Santo Egídio foi fundada no bairro de Trastevere, em Roma, Itália, em 1968, por Andrea Riccardi, professor de história contemporânea.
É um organismo reconhecido pela União Europeia e pelo Conselho Económico e Social das Nações Unidas – ECOSOC, pelo trabalho em prol dos direitos humanos e da paz, a nível internacional.
Em 2014, a comunidade católica recebeu o Prémio Calouste Gulbenkian pela sua ação em favor da paz no mundo e junto dos mais pobres, contando com a presença de Marco Impagliazzo.
Ao longo dos anos, já teve um papel ativo na resolução de conflitos como a guerra civil em Moçambique, onde participou nas negociações que levaram à assinatura do Acordo Geral de Paz entre Frelimo e Renamo, após 16 anos de conflito, em Roma, a 04 outubro de 1992.